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I
WORKSHOP DA CADEIA SUINICOLA
Prezados Senhores
A reunião
de 29/08/02 cumpriu seus objetivos. Os projetos foram apresentados, debatidos
e consistidos pelos participantes.
Estamos anexando
a presente um conjunto de informações que representam:
a) Resumo
das deliberações da reunião
b) Plano
de Marketing
d) Plano
de Relacionamento
e) Plano
de Certificação
Agradecemos
a atenção e colocamo-nos a disposição para
os esclarecimentos que se fizerem necessários. Enfatizamos que
o nosso site, www.piglight.com.br, esta atualizado com as informações
da cadeia suinícola.
Atenciosamente.
Jorge Eduardo
de Souza
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Prezados
Senhores
Conforme
assumimos em nosso encontro de 10/07/02 (Hotel Transamérica) concluímos,
em 10/08/02, o esboço dos três primeiros estágios
(certificação; relacionamento e marketing) do nosso projeto
de união da cadeia suinícola em busca de mercados complementares.
Esses esboços estarão sendo ajustados e harmonizados até
o final desse mês, quando então estaremos prontos para convidar
todos vocês a participarem da reunião em que pretendemos
apresentar, discutir, alterar e aprovar a implementação
dessas etapas essenciais, quais sejam: Certificação (Ecocert
/João); Relacionamento Jurídico entre os agentes (Novoa
Prado /Melitha) e Plano de Marketing (MCA /Coriolano).
Estamos incluindo
também um arquivo contendo a definição da organização
dos grupos de trabalho e os resultados dos trabalhos que eles desenvolverão
e apresentarão naquela oportunidade. Tivemos o cuidado de tabular
as opiniões e concentra-las junto aos quesitos que foram formulados,
de forma a facilitar entendimento. Também esse trabalho estará
sendo disponibilizado oportunamente no site da Pig Light.
Todo o evento,
palestras, trabalhos dos grupos e debates foi gravado em cinco fitas de
VHS. Caso seja do interesse poderemos indicar o contato para obtenção
de copias.
O Site da
Pig Light já está atualizado com as principais resoluções
e fotos do encontro do transamérica.
Atenciosamente
Jorge
Eduardo de Souza
A
Comercialização no Novo Milênio
Realizado
no Hotel Transamérica São Paulo/SP
em 10 de
julho de 2002
OBS: Os interessados
em aderir ao projeto, ou obter informações adicionais, devem
entrar em contato com a Cadeia Suinicola, pelo e-mail secretaria@cadeiasuinicola.com.br
ou pelo telefone 0 XX 11 3771.3925.
A suinocultura
brasileira conquistou mais uma vitória nesse importante campeonato
iniciado pelo I WORKWSHOP DA CADEIA SUINICOLA. Uma parcela significativa
da cadeia produtiva esteve lá representada para discutir suas missões
e definir as próximas jogadas para enfrentar com êxito os
difíceis adversários que estão por vir.
As brilhantes palestras proferidas apenas mudavam de sotaque, mas os problemas
centrais abordados foram sempre os mesmos, numa inconteste demonstração
do amadurecimento dessa cadeia produtiva na percepção das
suas principais aflições.

O resultado dos debates dos grupos de trabalho também testemunhou
esse afinamento, com cada grupo apresentando ao plenário diagnósticos
e metas muito semelhantes.
A imprensa também deu a sua contribuição. Vários
veículos estiveram presentes cobrindo o evento (Agencia Estado;
Gazeta Mercantil; RBS-Canal Rural; Bloomberg; entre outros) e deverão
nos ajudar na formação de consciência entre todos
os agentes envolvidos no processo.
Mas esse foi apenas o começo do trabalho. As soluções
não estão tão próximas e nem tão fáceis.
Muita dedicação, perseverança e comprometimento terão
que ser alocados a essa idéia para que ela possa nos conduzir a
uma estabilidade operacional tão esperada pelos elos mais comprometidos
e tão necessários ao fortalecimento estrutural dessa cadeia
produtiva.
Em síntese, vejamos algumas abordagens feitas pelos brilhantes
palestrantes que tanto valorizaram esse nosso primeiro WORKSHOP.
A desorganização é seguramente o maior problema dessa
cadeia. Os baixos preços praticados nos mercados internacionais,
e nacional, muito bem abordado pelo Dr. Luiz Carlos de Oliveira, Secretário
de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, tem
resultado num empobrecimento evolutivo dos elos produtivos dessa cadeia.
Apenas a prática de preços responsáveis poderá
estimular progressos mercadológicos sustentáveis para essa
cadeia produtiva. Entendendo como preço responsável aquele
que viabilize a equalização justa dos resultados e busque
a rentabilidade mínima para cada um dos elos da cadeia.
A grandeza continental do nosso país exige que as nações
consumidoras nos entendam e nos aceitem como tal, sempre que o assunto
se referir a barreiras sanitárias. Quando a Holanda tem um problema
sanitário, somente ela sofre as restrições internacionais
e não toda a Europa. Quando um estado qualquer da nossa federação
tem problemas, grandes regiões são sacrificadas. Esse é
um trabalho emergencial e requer aporte de recursos humanos preparados
e financeiros disponibilizados pontualmente. Temos que cobrar isso dos
nossos governantes.
Não podemos deixar para o estado a defesa dos nossos interesses
nas negociações internacionais. O Dr. Antonio Donizete Beraldo,
Chefe do Departamento de Comercio Exterior da Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil, demonstrou ser essa a predominância
no modelo atual. Temos que ter representantes preparados da cadeia suinicola
em todas as grandes negociações internacionais (ALCA; MERCOSUL;
OMC; União Européia; GATT; etc.).
A excepcional qualidade e o baixíssimo custo de produção
do nosso suíno há muito preocupa as grandes nações
produtoras e consumidoras. Mostrar isto de forma sistêmica e profissional
aos grandes consumidores, até mesmo desse grande mercado nacional,
deve ser uma missão prioritária e emergencial na busca de
novos e consistentes mercados. Essa foi a ênfase da apresentação
do Dr. Fernando Antonio Pereira, Diretor Superintendente da Agroceres-Pic.
As barreiras protecionistas e a promoção internacional também
são trabalhos prioritários que devemos cobrar dos departamentos
competentes dos nossos governos. Numa brilhante colocação,
o Dr. João Alfredo Coelho Ribeiro, Gerente de Investimentos da
Invest Brasil e Vice Presidente da Câmera de Comercio Brasil X Rússia,
alertou-nos para a necessidade de negociar melhor nossas poucas reciprocidades.
Uma delas, por exemplo, estará se consumando com a tecnologia para
TV digital. Há uma forte pressão do governo Japonês
para que assumamos o seu modelo, nada melhor e mais oportuno do que trocarmos
isso por uma abertura para entrada das nossas boas e baratas carnes naquele
país, o maior e mais importante dos importadores de carne do planeta.
A BM&F tem trabalhado na consolidação do mercado futuro
de milho, como bem mostrou o Dr. João Pedro Cuthi Dias, consultor
da BM&F. Entendemos que ela deva também criar e estimular o
mercado futuro de suínos e frangos. Esses dois produtos são
os responsáveis pelo consumo de mais de 80% da produção
nacional de milho e por um volume também significativo da soja,
na forma de farelo. Reunir todos esses produtos na bolsa é caminhar
rapidamente para a consolidação desse importante mecanismo
de estabilidade da cadeia produtiva.
A modernização dos sistemas de financiamento e a valorização
do empreendedor nacional devem ser cobradas dos gestores das instituições
financeiras públicas de nosso país, principalmente daquelas
que devem estar comprometidas com o desenvolvimento econômico
e social. Qualificar a condição social, econômica
e cultural da massa humana envolvida na produção rural nacional
é missão emergencial a ser cobrada dos nossos governantes.
Não adianta continuarmos dando terras a quem não pretende
ou não está preparado para nelas trabalhar e não
enxergarmos aqueles que já possuem a terra e não podem mais
nela trabalhar, seja por falta de recursos econômicos e tecnológicos,
seja pelo desânimo da subordinação aos mercados imperfeitos
estabelecidos em certos segmentos dessa cadeia produtiva. Foram esses
os sentimentos transmitidos pelo Dr. Luciano Roppa, Diretor Comercial
e de Marketing da Nutron.
No modelo proposto por Jorge Eduardo de Souza, Diretor Presidente da Pig
Light, está um dos caminhos para a união dessa cadeia produtiva.
Onde uma marca certificada para a carne suína a ser produzida;
uma certificação, credenciamento e auditoria confiável
sobre os agentes da produção e um marketing moderno e objetivo
vai nos permitir conquistar mercados alternativos de forma consistente
e rentável. Havemos de encontrar o caminho para que a carne suína
fresca possa chegar regular e pontualmente aos consumidores de baixa renda.
A presença do Sr. Manoel Henrique Farias Ramos, Presidente do Sindicato
do Comercio Varejista de Carnes Frescas de São Paulo, foi um bom
estimulante no que concerne a possibilidade de incorporar essa pujante
categoria nessa tão importante missão. Essa força
representa, só na capital paulista, mais de 16.000 pontos de vendas
instalados, a maioria deles nos bairros de periferia, foco prioritário
dessa empreitada. As empresas de logística presentes estão
confiantes na sua capacidade de viabilizar e potencializar esse segmento.
Já
temos nossa qualidade reconhecida. O resultado dos trabalhos nos indicou
para a necessidade premente de buscarmos novos mercados que nos permitam
alavancar com segurança a produção nacional. Também
precisamos atingir escalas representativas, por produtividade e/ou novos
investimentos, que nos permitam as economias e os volumes que nos façam
respeitados nos grandes centros consumidores, nacionais ou internacionais.
Apresentamos
a seguir, para apreciação e ajuste por cada um de vocês,
um exercício acerca da velocidade de crescimento da produção
e do consumo que deveríamos nos impor. Observem que o grande compromisso
de crescimento residiria na comercialização de peças
e cortes para o mercado nacional. Isso reflete nossa intenção
de concentrar esforços para atingir os consumidores de baixa renda:
Este esforço inicial não pode finalizar nossas ações.
Para evitar que o marasmo nos contamine estamos relacionando a seguir
as nossas próximas missões:
Do Grupo Organizador:
Estudo de Identificação da cadeia suinicola na amplitude
mínima ideal para essa primeira fase do projeto.
A intenção é realizar um estudo detalhado, com orçamento
de custos e prazos, que nos permita a identificação dos
principais elos a serem envolvidos numa primeira fase do projeto de união
da cadeia produtiva. Esse estudo deve orientar a definição
dos parâmetros essenciais dos cadernos de certificação
de cada um desses elos e dos critérios de homologação
e auditoria das certificações concedidas.
Estudo de Organização e Integração dos mais
diversos elos dessa cadeia produtiva.
A intenção é realizar um estudo que nos permita definir
a forma de relacionamento organizacional ideal jurídica
e econômica - entre os elos elencados para essa primeira etapa do
plano pretendido. Esse estudo deve contemplar custos de elaboração
das peças jurídicas e o tempo necessário para sua
criação, discussão e aprovação.
Estudo de Marketing que defina os caminhos e as grandezas envolvidas num
plano com a abrangência pretendida.
A intenção é realizar um estudo que nos possibilite
identificar o detalhamento ideal de um plano de marketing que nos permita
consolidar a imagem pretendida e atingir os objetivos comerciais estabelecidos
nesse documento. Esse estudo deve deixar claro o foco da campanha; o custo
de produção das peças fundamentais; os veículos,
as grades e o custo das inserções pretendidas; o modelo
de geração de recursos para criação (investimento)
e veiculação (custeio).
Consolidar esses três estudos ou pré-projetos e respectivos
orçamentos na forma de um primeiro Projeto a ser conduzido e submete-lo,
nos próximos 30 dias, às criticas, ajustes e patrocínio
do grupo de adeptos.
A idéia é convocar o grupo de adeptos desse plano de união
da cadeia produtiva e, numa única reunião, apresentar detalhadamente
cada um dos estudos ou pré-projetos e promover os ajustes e adequações
necessárias, além de se definir um cronograma para implementação.
Do Grupo de Adeptos:
Assegurar oportunamente os recursos humanos, econômicos e estratégicos
necessários a essa primeira etapa.
Arregimentar novas e comprometidas adesões ao nosso movimento,
de sorte que possamos aumentar nossa representatividade, minimizar os
investimentos individuais socializar os resultados conquistados.
São Paulo, 15 de Julho de 2002.
PROTOCOLO
DE INTENÇÕES
Pelo presente instrumento, a parte que o subscreve e assina, se identifica
e qualifica para integrar, com os mesmos direitos e deveres, sem exceção
de nenhum, o conjunto das demais partes identificadas e qualificadas no
ANEXO I - o qual passa a fazer parte integrante deste documento - e que
se denominarão, doravante EMPRESAS SIGNATÁRIAS, as quais
RESOLVEM
CONSIDERANDO
que todas as empresas ora signatárias são participantes
do evento realizado no Hotel Transamérica, no qual foram discutidas
as necessidades de cada segmento componente dos elos da suinocultura nacional;
CONSIDERANDO
as excelentes perspectivas de competitividade do agribusiness brasileiro
no cenário mundial;
CONSIDERANDO
que a cadeia produtiva da carne suína é das mais importantes
do agribusiness brasileiro;
CONSIDERANDO
a imperiosa necessidade de se fortalecer cada segmento da cadeia produtiva,
num esforço conjunto, como meio de promover sua expansão
e crescimento nos mercados nacional e internacional;
CONSIDERANDO
que as EMPRESAS SIGNATÁRIAS dedicam-se ao desenvolvimento de suas
atividades especificas, isoladamente;
CONSIDERANDO ser do interesse comum das EMPRESAS SIGNATÁRIAS a
criação de mecanismos, meios e formas de atuar incisivamente
no mercado de seu próprio segmento;
CONSIDERANDO
que a atuação conjunta, especificamente traçando
a concretização de uma Cadeia Suinícola trará
benefícios e o incremento e implemento dos mecanismos, meios e
formas necessários para atuação incisiva no mercado
interno e internacional;
AS PARTES, NESTE ATO, ESTABELECEM sob as condições abaixo
especificadas, o presente Protocolo de Intenções.
DO OBJETO
O
presente instrumento tem por objeto registrar os compromissos irrevogáveis
e irretratáveis ajustados entre as PARTES, através dos quais
as EMPRESAS SIGNATÁRIAS se obrigam a contribuir, participar e colaborar
no prosseguimento e desenvolvimento dos Estudos que se façam necessários
ao delineamento de uma forma organizacional e legal de atuar conjuntamente
no fortalecimento da cadeia produtiva da carne suína e doravante
simplesmente denominados Estudos.
a) Parágrafo Primeiro: O estudo em referência se estende
a todos os elos da cadeia produtiva da carne suína, abrangendo
a possibilidade de atuação tanto no mercado nacional quanto
no mercado internacional.
b) Parágrafo
Segundo: O estudo em referência se estende a todos os aspectos mercadológicos,
econômicos e financeiros de cada um dos elos representados na cadeia
produtiva.
c) Parágrafo
Terceiro: As Partes por conveniência mútua estipulam que
o estudo será desenvolvido em módulos que serão definidos
em reunião especifica, em data a ser futuramente definida, e que
envolverá todas as EMPRESAS SIGNATÁRIAS.
d) Parágrafo
Quinto: As EMPRESAS SIGNATÁRIAS, em sua primeira reunião
elegerão um coordenador geral dos Estudos a que se refere o presente
Protocolo, e tratarão, também, de estabelecer todas as demais
cláusulas que regerão a continuidade dos esforços
conjuntos que levem ao objeto deste Protocolo.
CLÁUSULA TERCEIRA - DO PRAZO DE VIGÊNCIA
O presente
instrumento é celebrado por prazo indeterminado, iniciando-se a
sua vigência na data da sua assinatura.
CLÁUSULA
QUARTA - DO DISTRATO
O presente
será rescindido a qualquer tempo, mediante manifestação
por meio de carta simples endereçada às demais EMPRESAS
SIGNATÁRIAS.
E por estarem assim de acordo, as partes firmam o presente instrumento
em 2 (duas) vias de igual teor e forma, para um só fim.
São Paulo, 10 de julho de 2002.
__________________________
Empresa:
CGC/MF sob o nº:
Nome:
Carteira de Identidade nº:
CPF/MF nº:
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